sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A Política e o Poder - 2ª Parte

      Quando os políticos, na sua avassaladora maioria, nos acenam em actos eleitorais ou outros de cariz patriótico com propostas mirabolantes na mira do nos conquistarem o voto (ou a confiança) para virem a ser nossos governantes, já sabem de antemão que (quase) tudo que nos propõem é mentira e que, conseguido o almejado poleiro o que vão fazer é governar-se em parceria com as suas excelentíssimas clientelas. Portanto, o inverso daquilo que nos oferecem!
      As regras deste jogo estão viciadas. E sujas. Os partidos políticos fazem pela vida... deles. Em Portugal não passam de meras agências de emprego para os seus membros, dos familiares, dos amigos e amantes. Quem neles vota só serve de ponte e veículo que os há-de transportar ao paraíso desejado. Lá chegados, atiram-se que nem gato a bofe à destruição dos valores materiais e morais de quem lhes concedeu a passagem. E passam a olhar, com revoltante desprezo, para quem os colocou onde estão. A paga é miserável. O poder já lhes pertence; o poder avilta as pessoas.
      Dentro dos próprios partidos as disputas pelos lugares de maior relevo e intesse são uma constante luta fratricida, fazendo cada um "tábua rasa" da ética e da honra que devem nortear os comportamentos.
      Pedir coerência e respeito pela verdade a um político é pedir-lhe o (para ele) impossível... porque não sabe o que é isso. O Sim e o Não, respeitantes ao mesmo assunto, têm para o político um valor igual. Depende só do momento em que é proferido e do interesse que possa ter para si e ou os seus apaniguados.
      A quem interessa os métodos adoptados para a eleição (nomeação) dos deputados? Ao País não é de certeza. Para a Assembleia da República (AR) empregam o método de Hondt; para a formação dos governos funciona "a ditadura da maioria"! Porquê? Ora se o povo, ao votar, manifesta a vontade de quem quer a representá-lo no governo, lógico e transparente seria que uma governação supostamente democrática assentasse em elementos saídos de todos os partidos representados na AR. Fosse pelo método de Hondt , fosse pelo método da proporcionalidade. Assim, como está, não passa de um embuste travestido de coisa séria.

     

3 comentários:

  1. Com os políticos actuais
    Nunca passaremos da cepa torta
    São perigosos animais
    Só aprenderam o jogo da batota.

    Promete para subir ao poleiro
    Se esquece depois de lá chegar
    Político é um mentiroso brejeiro
    Eleito para os outros enganar!

    Não tem culpa a política
    De a querem degolar
    Em qualquer lado ela fica
    Bem, com a liberdade a morar?



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  2. Nem mais AMIGO VELOSO!
    OH...Como eu gostaria de estar amanhã nas ruas de Lisboa, não com a MG42 porque já não posso com ela, mas sim com o meu cartaz «Limpeza geral na AR precisa-se»! Enquanto não houver a coragem de alterar todas as leis que os protegem, nada mudará positivamente!
    É a minha maneira de ver o futuro de Portugal e dos portugueses.

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  3. Nada de violência
    Amigo António Páscoa
    Usa tua inteligência
    Não queiras a desgraça!
    Precisa duma limpeza
    Aquela Assembleia
    Está sendo uma ameaça
    Para quem trabalha com certeza
    Pertence aos portugueses
    De certeza a Nação Portuguesa!



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