Tenho uma ténue ideia de que isto é título de filme ou de livro. Se não é, bem podia ser título deste "filme" que todos os dias se vê em Portugal...
1. FEIOS - Não seremos mais nem menos feios do que aqueles que sendo naturais ou residentes noutros paises enfrentam os mesmos problemas que nós e em iguais circunstâncias. Realmente, querer-se trabalhar e não conseguir por falta de emprego; querer-se pôr comida na mesa para alimantar filhos, mulher e a si próprio (e quantos têm também pais e ou sogros para tratar?) e não saber onde ir buscá-lo; ver que há na família alguém a precisar de médico e de medicamentos e não poder acudir-lhe por falta de meios económicos nem uma segurança social digna desse nome; ver-se forçado a retirar os filhos da escola por não poder lá mantê-los; ver que lhe cortaram a água, a electricidade e o gás por falta de pagamento e como se não bastasse ainda o puseram no "olho da rua" por incumprimentos sucessivos com a renda da casa; ver-se na rua a engrossar a legião dos sem abrigo ou um regresso a casa dos pais que também foram remetidos para a miséria ou recorrer à sopa dos pobres que igualmente navega em águas muito turvas ou ainda enveredar pelo caminho do crime como tábua de salvação para sobreviver; olhar para trás e ver que pelo caminho vieram sendo enterrados todos os seus sonhos, primeiro o emprego, a seguir o carro, a casa que estava a ser paga, a separação do cônjuge ou companheiro/a, dos filhos (que nenhum dos pais sabe onde e como estão) e sem esperança duma vida melhor, que cara se pode mostrar ao mundo se não uma cara feia, um semblante sombrio e doente?
2. PORCOS - A minha primeira pergunta vai para os importadores de suinos ou de carne de suino: - Porquê mandar vir de fora se temos em quantidades assustadoras "disso" cá dentro? Não faz sentido, sendo nós reconhecidamente um país de porcos. Os nossos governantes, sem excepção, substituem a sua falta de vontade para desenvolver uma cultura cívica colectiva pelo cultivo e proliferação de porcos. E se houver quem duvide desta asserção convido-o a percorrer Portugal de lés a lés procurando indagar por onde passa como vamos (somos) em matéria de asseio. Constatará, sem ser minucioso, que os nossos ribeiros, ribeiras e rios perderam a sua principal função que é (deveria ser) o escoamento das águas pluviais e de nascentes, porque deles fazem lixeiras e esgotos de poluentes e assassinas substâncias (semi)líquidas, com elevados prejuizos para a saúde humana, animal e vegetal. Verá que por essas prais fora "tropeçará" a cada passo com toda a espécie de detritos, dentre os quais sobressaiem garrafas e sacos de plástico, preservativos e pensos (pouco) higiénicos, mesmo com receptáculos ali próximo em muitos locais. Dentro das vilas e das cidades verá pessoas aflitas para urinar ou defecar à procura dum esconderijo onde se possam aliviar porque não há retretes públicas construídas ou as que havia foram fechadas para as autarquias não gastarem dinheiro com a sua limpeza e conservação, mas alegando falta de verbas ou atribuindo culpas aos vândalos.
Crise económica e vandalismo têm as costas largas para alombarem com desculpas de mau pagador... Sempre escasseou o dinheiro necessário para acudir a todas as carências; sempre os vândalos fizeram o que melhor sabem fazer: destruir; e sempre estes problemas foram resolvidos porque socialmente justificados. O que estamos é a assistir a uma ganância sem limites, em que a avidez do lucro fácil se sobrepõe à iminência dum sofrimento físico e psicológico.
As bestas humanas desta quinta de ricos e redil de miseráveis não se coibem de encerrar um bem necessário para o porem a render, o que mais uma vez e sempre prova que para eles o dinheiro está primeiro que as pessoas. O que se diz das autarquias serve também para a CP (Combóios de Portugal), que nas estações de maior concentração de passageiros, vendo aí mais um filão a explorar, pôs trancas nas portas das casas de banho para quem estiver à rasca que pague para se servir delas ou... como consequência lógica, quem não tem dinheiro ou não está disposto a sustentar gatunos, vai fazer os despejos orgânicos logo ao virar da esquina onde passa toda a gente, obrigada a ver e a cheirar o que não devia estar naquele local.
Gastaram-se rios de dinheiro na construção de ETAR's (Estações para Tratamento de Águas Residuais) por esse país fora. Faça-se uma inspecção e elabore-se uma lista de quantas estão a funcionar e em que condições... Cursos de água que há poucos lustros eram abrigo para desova de várias espécies de peixes, são agora simples valas para esgotos de substâncias nojentas e perigosas
.
3. MAUS - Evidentemente que os culpados de tudo que atrás fica dito não são bons. São maus. São maus os autarcas, são maus os delegados da saúde pública, são maus os cidadãos. Nenhum deles cumpre com as suas obrigações. O autarca, sendo o governante local, negligencia, desconhece ou subestima as suas funções; o delegado de saúde, como responsável máximo pela saúde pública da sua área, não actua convenientemente; o cidadão, alvo principal de todas as acções e usufrutuário dum bem que é colocado para o servir desperdiça-o, abandalha-o ou destrói-o. São maus os governantes que exploram ou permitem que explorem o povo que devem proteger.
Para fim de filme só falta pôr este anúncio: PRECISA-SE dum endireita ou, na sua falta, dum cangalheiro...

Muito bem pensado,amigo Veloso! Isto significa que todos os seus neurónios continuam a funcionar e bem...GOSTEI!
ResponderEliminarBoa continuação, com o meu abraço.
Esta amigo Veloso
ResponderEliminarTem pano para mangas
Feio e teimoso
Portas sem trancas!
Em nome da Nação
Só fazem disparates
Roubam ao pobre cidadão
São porcas crueldades!
Sem dinheiro não há pão
Para comer e aos filhos dar
São os porcos desta Nação
Com o focinho tudo revoltar.
Sem retrete na estação
Para pôr o pirilau mijar
De tudo se paga contribuição
E os porcos a aumentar!
As avessas Zé do Telhado
Rouba aos pobre para aos ricos dar
Feios, porcos e maus bem pensado
Para as terras dos outros não fossar
Precisa do focinho argolado!
Desejo uma boa noite para o senhor e amigo Veloso,
um a braço
Eduardo.
O problema dos portugueses sempre foi a disciplina, como tal o que há a fazer é descobrir um Comandante a sério (mesmo que seja oriundo de Santa Comba) que nos venha tirar "deste granel de caserna" e ponha o quartel em ordem.
ResponderEliminarNão é fácil encontrar
ResponderEliminarPessoas com identidade
Sempre dispostas a falar
Para dizerem a verdade.
Ora aqui está, calmamente,
Um Homem, em tom jocoso
Que elucida esta gente
Como um Pai zeloso,
Usando a sua mente
O nosso amigo Veloso.
Não separou ninguém
Meteu tudo no mesmo saco,
Utilizando o desdém
Para denunciar o velhaco.
No fundo, somos todos iguais,
Apenas, existe um senão:
Uns menos, outros mais
Procurando o mesmo pão.
E no abuso sistemático
Que esta política nos obriga
Nem com remédio sintomático
Nos vêm encher a barriga.
Assim, é bom lembrar o ditado
No centro desta briga:
Minha mãe case-me cedo
Enquanto sou rapariga,
Ficar para tia, tenho medo,
Não adiemos para outro dia
O milho sachado tarde,
Apesar da boa vontade
Não dá palha nem espiga
Pois, no contexto global
Vai flutuando à deriva
Este nosso Portugal...
Depois do convívio
ResponderEliminarEstou de volta
Protegido no abrigo
De tiros ninguém gosta
Para dizer ao meu amigo
Teima mas não aposta
Na boa vontade acredito
Já sei onde ela mora
No Distrito de Viseu
Lá na serra de Viriato
Noutros tempos lá viveu?
Pela morte derrotado!
Para mim foi um prazer
O ter conhecido
No convívio pessoalmente,
Rodeado de boa gente
Foi muito bom ter acontecido
Pelo Tintinaine organizado
Vivo feliz e contente
Por ter sido convidado
A conviver com gente inteligente
A todos o meu sincero obrigado!
Continuação de boa semana
para meu amigo Aberto Veloso,
Eduardo.
Não afina, não amigo
ResponderEliminarJá estou desculpas pedindo
Com medo ou distraído
A metralhadora estava ouvindo.
Tiros e mais tiros
Eu me assustei
Tapei os ouvidos
O que mais aconteceu não sei!
Talvez tenha sido por causa disso
Que perdi o tino
E só Alberto escrito
Vou ter mais atenção a isso
Para ver se não desatino.
Obrigado pela a atenção dispensada
Compreendo bem a sua aflição
O in do nome retirado não tem graça
Vou avisar o fulano para ter mais atenção.
Está bonita a brincadeira
Tenho que reparar primeiro
Foi um convívio à maneira
Esteve presente o "nono fuzileiro?"
Albertino e não Alberto
Vou escrever mil vezes
Para ver se não me esqueço!
Continuação de boa semana para você,
amigo Albertino Veloso.
Um abraço
Eduardo.