quinta-feira, 30 de agosto de 2012

      Tive, ali pelos Anos Setenta, um professor de Política Económica que dizia ter o Capitalismo sofrido já várias crises e, de todas elas, sair mais fortalecido de que quando caiu. Isto quer dizer, em termos simples e pouco académicos, e se quisermos tomar como exemplo uma escala de 1 a 10, que, quando "tropeçou", o máximo que tinha atingido foi o 6, e que, depois de quedas e trambolhões apareceu num nível superior aos anteriores. Portanto, sempre a subir, cada vez mais robusto. Tudo isto será uma verdade que os (grandes) economistas saberão explicar. Só que não é com explicações bem buriladas que o povo propriamente dito enche barriga, dado que do "lado oposto" está outro po(l)vo que não enfrenta aquelas tempestades que assolam famílias inteiras e arruinam gerações. Esses, os verdadeiros culpados pelas crises económicas, passam ao lado de todos os sacrifícios, e ainda se dão ao sádico prazer de verem as suas contas bancárias a aumentar. O Mundo é deles; e nós também somos deles. E que mais podemos fazer senão deixar cair os braços? Reagir? De que maneira? Ao mais pequeno esboço puxam logo pelas armas que têm, que são muitas. A começar pelas económicas, passando pelas laborais e repressivas se o seu império for minimamente posto em causa. O dinheiro têm-no eles; as forças de segurança estão nas mãos deles; as forças armadas vão para onde e fazer o que eles querem. Tudo em nome da Pátria... Uma pátria que tem as costas largas. Aguenta tudo. A alguns. Poucos. Os restantes, que afinal são a maioria, servem apenas de ponte para eles chegarem aonde querem. Essa maioria, que quer aceitem ou não é a verdadeira razão de ser duma nação, se quiser educação e cultura não pode lá chegar por falta dos meios mais elementares, enquanto os "donos da pátria",  ou melhor, os patrioteiros, não têm problemas de ordem alguma em enviar os seus filhos para onde houver as melhores escolas; se quiser saúde que a pague se puder, se não puder que morra, porque foi para isso que se inventaram as listas de espera de meses e anos nos hospitais públicos, as taxas (pouco) moderadoras e medicamentos inacessíveis, enquanto os "donos da pátria" não figuram nas listas de espera porque os melhores privados, quer nacionais quer estrangeiros esperam por eles; se quiser paz e segurança que se organize em milícias populares, porque os patrioteiros andam superprotegidos por todos aqueles que são pagos com os meus impostos; se quiser transportes que os arranje ou vá a pé, uma vez que os existentes são escassos e caros, enquanto os patrioteiros se passeiam em serviço e fora dele em car(r)os cujo alto preço é coberto pelo que me sai dos bolsos.
     Em breve continua. 

sábado, 18 de agosto de 2012

Experiência II

Lançado numa segunda e tímida aventura, cá estou de novo a experimentar as minhas ténues capacidades nesta área de comunicação. Desta vez para endereçar, num gesto de gratidão, o meu  "muito obrigado" à "professora" que teve a pachorra de "andar comigo pela mão" ensinando-me a dar decisivos passos no manuseamento deste complicado objecto, a minha querida sobrinha Paula Dias Navarro. Sem os prestimosos ensinamentos dela eu continuaria (se calhar eternamente) no ponto zero. Só resta saber até que ponto eu vou ser capaz de segurar o que aprendi...

domingo, 12 de agosto de 2012

abraço aos meus futuros seguidores

A título experimental começo por endereçar aos meus caros leitores cordiais saudações e, de seguida, encerrar, na esperança de ser ber sucedido.  Se o for, continuarei. Se não, outro remédio não terei senão remeter-me ao silêncio, facto que deveras me desagrada. Um alerta porém quero deixar: Vou manter-me fiel à grafia antiga, ignorando, pelo menos por enquanto, o Novo Acordo Ortográfico. E a razão é simples: Não concordo com uma substancial parte das alterações nele introduzidas.