UM PAÍS PARA TODOS OU UMA QUINTA (SÓ) PARA ALGUNS?
Portugal, este "Jardim à Beira-mar Plantado" que os poetas cantam e os filósofos enaltecem não é, e segundo reza a História raramente foi, um país soberano ou cem por cento independente. Foi sim, e continua a ser, um antro de oportunistas malfeitores que mais não têm feito do que viver à custa das riquezas nacionais - que ainda e sempre foram muitas - não se importando, se a tal tiverem de recorrerpara seu próprio benefício, de atolar-nos a todos em dívidas externas. Fatalidade nossa ou falta de "tomates" para pôr isto em ordem? Senão vejamos: houve em quase toda a nossa História estranhos com as patas metidas cá dentro dominando-nos, roubando-nos e explorando o que de melhor temos tido. Eles foram (e são) os espanhóis, os franceses, os ingleses, os FMI's, eu sei lá quem mais, numa demonstração inequívoca da nossa incapacidade para gerir o que nos pertence, preferindo obedecer aos impulsos duma vergonhosa subserviência em prejuizo do todo nacional.
A nossa vaidade e arrogância não têm limites. Quisemos (também) fazer parte do "clube dos ricos" europeu. Uma vaidade que nos está a sair cara numa Europa que diz querer a união dos paises do (que alguns gostam de designar por) "Velho Continente", mas onde só muito poucos mandam. Os outros são obrigados a cumprir; se não quiserem apontam-lhes a retirada como sendo o melhor caminho a seguir... para a lama que ficou depois de nos terem arruinado a agricultura e as pescas e de nos imporem cotas de tudo e mais alguma coisa. Empurraram-nos para a miséria. Conseguiram o que queriam que era: primeiro dominar os nossos governantes; segundo criar pobreza; terceiro, reduzido o país à indigência, importarem mão-de-obra barata, colocarem cá os seus produtos e transformar esta aprazível parte do Mundo em colónia de frérias onde serão servidos pelos que ficarem.
Os poderosos não desistem de dominar o Universo; os alemães não desistem de dominar a Europa. A senhora Merkl, sabedora de que nas anteriores tentativas pelas armas não conseguiram, quer agora concretizar esse sonho antigo pela via económica. Consegui-lo-á? Com governantes destes nunca se sabe... Ordens, já dão. E insinuam que há penalizações para quem não obedecer!...
Afogado na minha infantil ignorância medito na inutilidade da realização de eleições legislativas e presidenciais que ainda teimamos em levar a cabo, sabendo que nenhuma dessas entidades (ou Órgãos do Estado) decide seja o que for de substancial valor patriótico sem autorização de estrangeiros. E é isso que me dói: voto nos da "casa", pago-lhes bem sem o merecerem, e sou governado pelos de fora, a quem também pago directa ou indirectamente.
Vergonha e revolta interior é tudo que sinto nesta "quinta" que, por enquanto, ainda vai tendo uma bandeira e um hino portugueses.
"A nossa vaidade e arrogância..." foi e sempre será a causa do nosso triste fado, iniciado pelo Don Sebastião, que durante a debandada em Alcácer-Quibir deixou lá ficar (segundo crónicas da época) umas 200 guitarras... E assim continuaremos, até onde Deus queira, a cantar "o fado da desgraçadinha".
ResponderEliminarDe facto pouco mais nos resta que a bandeira e o hino. Não sei quem, quando ou como conseguirá inverter o rumo da coisa, mas já começo a acreditar que não será no meu tempo de vida.
ResponderEliminarVamos continuar a bater-lhes até que a voz nos doa e ter esperança que ganhem vergonha na cara.