ALBERTINO Veloso disse...Mas voltando aos "macacos-cães do Tintinaine", de Moçambique, vou contar dois episódios, um passado comigo outro não sei se foi passado comigo se não... Eu já troco esta baralhada por miúdos: - O primeiro, estava eu na CF8, teve como palco uma serra lá para as bandas de Boane, já peóximo da Namaacha. O meu pelotão fora escalado para ir àquela zona fazer uma operação de reconhecimento durante três dias. Fomos largados algures na margem esquerda do rio Umbelúzi e o resto nós que nos desenrascássemos. Andámos, andámos e às tantas estávamos dentro dum pomar imenso. Não se via ninguém por ali... escusado será dizer que durante uns minutos passámos a ser "os donos" daquilo tudo... e tudo que era saco, mochila ou poncho, foi atafulhado de fruta. Andámos horas e horas com aquilo às costas, desce vales, sobe encostas (claro que íamos aliviando a carga pelo caminho), até que chegámos já quase noite ao cume da serra para pernoitar. Preparado o acampamento e "desensacadas" as rações de combate para a janta - que com tanta fruta ali estendida à nossa disposição já não era assim tão mau - começámos a ser visitados por um batalhão de macacos-cães, que sem vergonha nem medo (e se os ameaçávamos tornavam-se agressivos)encetaram um roubo desenfreado que até ponchos com laranjas nos levaram!
O segundo foi em Vila Cabral já na CF10. Havia naquela cidade uma casa que preparava um "coelho à caçador" simplesmente maravlhoso. Era um bocado carote (cem paus na altura) mas era de encher a mula. Uma dose dava para dois alarves... comi lá duas ou três vezes e gostei sempre. Até que, um dia, "rebenta uma bomba" por todo o distrito do Niassa: a casa fechou e o dono foi preso por andar a servir macaco-cão (que havia por ali às toneladas), a que toda a gente chamava coelho! Também Comi? Se calhar...


Amigo Veloso, eu sei que infelizmente para todos nós portugueses, desde o 25 de Abril que o nosso cantinho foi invadido por uma peste pior que macacos-cães, que não se calaram com bananas, mas sim com milhões de euros que andamos a pagar e se vai prolongar por várias gerações, é o fado à portuguesa que nos vai sair caro.
ResponderEliminarO meu abraço
Também comeu se calhar
ResponderEliminarDiz o amigo Veloso
Delicioso paladar
Que a comer dava gozo?
Macaco-cão
Com sabor a coelho
Ao governo aldrabão
Cavaco dá conselho.
Amigo Albertino Veloso
Suas histórias gosto de ler
Têm conteúdo valioso
Muita gente gostaria de saber?
Vivendo e aprendendo
A andar pela estrada fora
Sua história estive lendo
Hoje muda a hora!
Naquele tempo havia
Só em África macaco-cão
Hoje, em Portugal é uma razia
Não sei de onde veio tanto macacão?
Linda história, bem contada por quem a viveu!
Bom fim de semana,
um abraço
Eduardo.
Isto cheira-me a esturro!
ResponderEliminarO texto que aparece aqui é uma transcrição do comentário deixado no «Farol de Metangula».
O título "Eterna Saudade" leva-me a acreditar que vinha aí uma má notícia.
Que foi que aconteceu?
"Eterna Saudade", ainda não está inserido (?!?)... Quanto à história de carne de macaco fez-me lembrar um gajo em Lisboa (anos 60's) que vendia choriços num talho... com carne de burro!
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