terça-feira, 23 de outubro de 2012

À LAIA DE COMENTÁRIO

Há escritos que são, quiçá sem os seus autores se darem conta disso - ou a sua modéstia os inibe de "embandeirar em arco"- autênticos tratados de bem comunicar. Alguns "pais" de excelentes obras literárias, mesmo sem ostentarem o galardão de escritores - para alguns imerecido e snobe - são exímios na arte de usar com simplicidade a Língua de Camões.
No caso que dá origem a este intróito cito, concretamente, HISTÓRIAS VIVAS - 19, da autoria do Capitão-de-mar-e-guerra, Oliveira e Costa, um exemplo vivo que credita a minha afirmação. Ali o leitor atento encontra matéria bastante para alimentar a imaginação e aprender.
E porque tenho este trabalho por um documento interessante do ponto de vista informativo e formativo, aconselho vivamente (se me permitem a expressão) os meus amigos e seguidores a virarem as suas atenções para BARCO À VISTA, e elegerem-no como "mais um" para as horas de lazer. Leiam e "saboreiem" o relato que aí é descrito.
São relatos destes que nos "obrigam" a reviver outros tempos... e situações.
Nem sempre a nostalgia é sinónimo de abatimento espiritual. Pode muito bem ser, como no caso em apreço (memórias), o revigorar de recordações longínquas.
Sabe sempre bem, a quem já "tirou os pés da água" e se remeteu ao aconchego da poltrona, ter momentos destes em que se conjuga leitura agradável com a lembrança de actividades defuntas. E melhor ainda, se essa leitura se espraiar por um texto que, como aquele, nos apresenta um quadro trágico-cómico, a que não faltam, para o completar, umas pinceladas de inteligente ironia e aqui e ali uns salpicos de humor saudável,
Obrigado, sr. Comandante, por nos recrear com este "Diário de Bordo".

Por mares agitados navegaste,                                               A idade m'afastou do mar,
Mas acaba por ser em terra,                                                   Pior se tivesse morrido...
Que (só) depois que desembarcaste,                                      S'o meu dever foi cumprido,
Uma página da vida se encerra.                                              Qu'importa se não voltar?!
                                                    Por A.Veloso.

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