VINTE E
CINCO DE ABRIL TRAÍDO
Faz
hoje 39 anos que aconteceu o dia mais feliz da minha vida. Lutei arduamente por
ele. Para o conseguir paguei um duro tributo. As perseguições de toda ordem,
nomeadamente de ordem política e profissional eram uma constante. Todos os anos
o festejava. Mais de que qualquer outro; mesmo que dos entes mais queridos,
pois ele representava tudo que eu desejava para um futuro melhor para a família
que tinha constituído, era a porta aberta para um Portugal melhor para todos.
Como eu, outros “ingénuos” assim pensavam, não admitindo sequer que o inimigo
de sempre estava ainda vivo e à espreita de uma nova oportunidade para atacar.
Hoje, desiludido, já não o festejo. Se o
fizesse não festejaria o “meu” 25 de Abril mas sim o de quem o tomou de
assalto; o perverteu. Recuso-me a bater palmas à fome, ao desemprego, à
corrupção, ao abandono dos idosos, ao desprezo pelo esforço dos jovens que
tiram os seus cursos para ficarem em casa às sopas dos pais por falta de
emprego, a uma pseudo-liberdade que outra coisa não é que uma ditadura
camuflada; não bato palmas a um futuro incerto; não festejo a opulência de uns
que contrasta com a miséria de muitos outros. Não, eu isso não faço. Se o
fizesse seria tão porco de sentimentos como são aqueles que eu condeno.
“Este 25 de Abril” morreu. Assassinaram-no.
Ardeu. Agora só espero que nas suas cinzas germine outro mais sério, menos
oportunista, mais duradoiro. E esse desiderato será possível se algum dia o
povo tomar consciência de que a solução está nas suas mãos, começando a ser ele
a “fazer” os políticos que quer para governarem o País, e não aceitar políticos
que “fazem” o povo que querem para se governarem a si próprios. É tempo de
dizer: “Basta de traidores”!
Vinte e cinco de Abril, um marco distante,
As portas se abriram a um Portugal melhor,
Mas os vilões de sempre o tornaram pior,
E ejaculam ódios com ar trinfante.
======O======
Pairam no horizonte sombras da desgraça…
Fantasmas se cruzam no nosso destino,
Promessas que não passam duma trapaça,
Do ódio e da vingança fizeram o seu hino!...
======O======
Ouvem-se ao longe os sons da Liberdade.
Tão longe que hoje estão quase esquecidos…
Sonhos traídos por falsas promessas…
Trabalho, amor e pura fraternidade
Foram riquezas já subtraídas,
Temos um país virado das avessas.
Por Albertino da
Costa Veloso.
Na minha página do Facebook, eu estou de luto pelo meu/nosso país, no meu Blog "Figueira Minha", as minhas 2 televisões estarão desligadas durante os discursos dos mentirosos, quem não respeita não merece respeito! Foram valores que me foram ensinados.
ResponderEliminarVIVA O 25 DE ABRIL DE 74
Quando o «mais alto magistrado da Nação, bota discurso no que seria suposto ser a casa da Democracia, e que ano após ano se recusa a colocar na lapela aquilo que simboliza esta data memorável, está tudo dito quanto á democraciazinha que por aqui está instalada.
ResponderEliminarUm abraço
Virgílio
Chegamos ao fundo do poço!
ResponderEliminarÉ mais um capítulo da História de Portugal que não sinto o mínimo prazer de ter partilhado.
Porque não vivo o dia-a-dia em Portugal, o melhor mesmo será não opinar sobre o 25 de Abril... Muito embora a opinião geral dos emigrantes e/ou ex:retornados seja que a Revolução dos Cravos foi um desastre completo, que não serviu os interesses do País, e pior ainda, dos portugueses.
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