quinta-feira, 18 de abril de 2013

HOMENAGEM


                     HOMENAGEM

 

(Homenagem a alguém que me foi querido, pretensamente enfeitada com um ligeiro toque de poesia parola).

 

      Estendo o braço, tacteio. Meio ensonado ainda, só encontro o vazio. Estremeço e acordo definitivamente. Solto um bocejo, sento-me na cama, acendo a luz. Na minha frente uns olhos me fitam sem se moverem. Deixo sair palavras ao acaso: “Sim, estou a falar contigo. Pois… não me respondes nem me ouves. Mas porque continuas a sorrir-me?... a envolver-me com um sorriso que eu tão bem conhecia e deixei de ver… há 22 anos? Agora só me resta a consolação dum retrato para contemplar quando não durmo. Já lá vai muito tempo mas não me esqueci de ti. Se ainda me amas espera por mim. Já não faltará muito para o nosso reencontro. Então sim, já nada nos voltará a separar. A nossa (re)união será eterna. Recebe um saudoso beijo daquele que sempre te amou e ama, embora nem sempre te tenha dado tudo que merecias. Mas essa é uma das imperfeições do ser humano: só atribui o devido apreço ao que é seu quando o perde.”

 

                                 Tu partiste e eu fiquei

                                 Comigo ficou a saudade

                                 Eu ainda hoje não sei

                                 Por quê tamanha maldade…

                                                ===O===

                                 S’eu merecia tal castigo

                                 Do deus que me condenou,

                                 Então por que te levou

                                 E não me levou contigo?

                                                 ===O===

                                 Desde então tudo mudou,

                                 Tudo agora é diferente…

                                   Queres saber como estou?

                                  … Mais triste de que contente.                                                                   

 

              

 

 

4 comentários:

  1. Há romantismo na tristeza,
    Comoção embrenhada de dor
    Nessas palavras de beleza
    São um hino de louvor
    Traduzindo a franqueza
    Dum eterno e real amor...

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  2. Lá diz o ditado...
    - Quem vê caras não vê corações!

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  3. Homenagem de saudade
    Por vontade do coração
    Com as palavras da verdade
    De sentimento e emoção
    Escritas com sinceridade
    De ternura, amor e paixão
    Lágrimas na terra humidade
    Dos olhos caídas no chão!...

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