DITADORES DA NOVA VAGA
O Salazar
se cá voltasse agora (oxalá que não!) teria vergonha dos ditadores que o querem
imitar. Duma mediocridade intelectual a rondar a comiseração nem sequer se
apercebem de que “o botas de Sta. Comba” reinou num tempo em que era fácil ser
pastor de carneiros amansados pela fome e pelo medo e eliminava – mandando matar
mesmo, se assim o entendesse – os que se mostrassem difíceis de domar.
Os tempos agora são outros, o Mundo mudou, a
própria Europa é diferente política e socialmente e as pessoas têm hoje plena
consciência das suas obrigações e direitos.
Dotados
duma massa cinzenta obscurecida por cifrões, os ditadores que começam a emergir
das democracias actuais, têm como pensamento único tornarem-se cada vez mais
ricos. À falta de inteligência e vontade de trabalhar honestamente procuram
engordar as suas riquezas indo buscá-las aonde é mais fácil: roubando os
pobres, abandonando os idosos e jovens subtraindo na saúde e na educação.
Ao
provocarem falências e matarem empresas gerando desemprego eles sabem que o
resultado final é a miséria e a subjugação. Conseguido isso – o que começa a
ser já evidente – fica o terreno preparado para aquilo que o Primeiro-ministro
aconselha como sendo uma boa oportunidade face à crise que se atravessa:
emigrar… E ao contrário do que os que comem da mesma gamela querem fazer crer,
ele não é ingénuo na sua proposta e intenções. Sabe bem o que quer. Que é “limpar”
o País matando os velhos e os doentes (uns para deixarem de receber reformas,
outros para não fazerem despesas com a saúde) e “despachando” os novos daqui
para fora, porque, desempregados, tornam-se vozes e atitudes incómodas com as
suas justas reivindicações. “Ah, esta é uma conversa de ‘chacha’ porque assim
isto ficava sem ninguém” – dirão os defensores de tão “cristalina política”…
Pois, e eu contraponho que esse(a)s senhore(a)s que são instrumentalizados
(porque também pensam que lhes convém…) têm tudo equacionado… é mesmo isso que
querem: “varrer” daqui para fora quem os possa afrontar. Para eles o País não
são as pessoas. São as riquezas que nele existem. E essas poderão ser
exploradas por “escravos” vindos de fora com (calculadas) vantagens: trabalham
as horas que os patrões determinarem; recebem os salários que os patrões lhes
quiserem dar; não reivindicam nem fazem greves; não fazem exigências sociais;
podem ser despedidos sem quaisquer direitos. Como se vê, não andam a dormir; e
se dormem têm sonhos cor-de-rosa… Mas está nas nossas mãos evitar que tais
sonhos se materializem. Queremos uma Pátria dos e para os Portugueses e não uma
colónia de férias para estrangeiros e ou burgueses nacionais connosco a
trabalhar para eles.
Termino como comecei: nem o Salazar
chegou a tanto… era avesso a emigrações, embora também não fizesse nada para
reter pacificamente os filhos mais valiosos da Nação.
Salazar se cá voltasse
ResponderEliminarMorria antes do tempo
Menos desgraças causasse
Havia mais contentamento
Ditador não tem sensibilidade
Defensor da repressão
Governa contra a liberdade
Dá porrada a quem pede pão.
Estes democratas de agora
Governam aos trambolhões
Falam a toda a hora
A pensar nos milhões.
Gritam mais do que fazem
Com promessas ao vento
Como resolver os problemas não sabem
Continua o descontentamento
Como no tempo de Salazar,
Fome, dor e sofrimento
Alguns não sabem a liberdade respeitar!
Bom fim de semana e um abraço
para você, amigo Albertino Veloso.
Eduardo.
Bom, como fui voluntário durante o Salazarismo, para os Fuzileiros, sinto-me como um cúmplice do mesmo... Porém, o nosso homem ainda não foi inteiramente julgado pelos historiadores. Para isso é preciso mais uns anos, e já cá não estaremos para "o lêr"... Mas uma coisa é certa, o Salazar soube incutir nacionalismo e disciplina. O que há hoje "de nacionalismo" é uma maioria "de portugueses à rasca" a quererem ser castelhanos e de "disciplina" então, é melhor nem falar no assunto... O que é BOM hoje, amanhã é MAU. Sempre foi assim e sempre será... VIVA PORTUGAL!
ResponderEliminarComo sempre, uma Mensagem cristalina, que diz tudo em palavras entendíveis por todos, revejo-me completamente da primeira á ultima palavra.
ResponderEliminarUm abraço
Virgílio
Gostei muito deste trabalho do "velho"companheiro Veloso.Bem escrito,boa mente e vamos em frente.Os comentários estão de acordo.Tudo dito, vamos em frente esperando novo trabalho do bloguista. Vivam os Fuzos e viva Portugal.
ResponderEliminarHá quem defenda a teoria de que foram os banqueiros que forçaram esta situação do resgate para garantirem que os seus créditos serão pagos a 100%. Custa-me acreditar que os nossos políticos sejam tão nabos que para se deixarem enganar desse modo. Mas a alternativa é pior ainda, pois se não foram enganados estão com eles e sendo assim ... venderam-nos ao inimigo.
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