segunda-feira, 17 de junho de 2013

POESIA


POESIA SALOIA

 

Hoje, para “castigo”, vou despejar aqui para os meus amigo do “Face” e do Cantinho do Tintinaine (em http://FUZOMOR.blogspot.pt) estas bacoradas, que outra finalidade não têm que não seja fugir ao ritmo habitual. O que aqui deixo, se eventualmente se enquadra na vida de alguém em particular, é pura coincidência e asseguro que é fruto da minha imaginação.

 

Eu não sou quem procuravas

E tu não és quem eu queria.

Muitas vezes me enganavas

A pensar que eu não sabia.

===0===

Amei-te sem ser amado.

Fui feliz, mas sem saber

Que era atraiçoado.

Levei tempo a perceber

A trama em que caí.

Quero esquecer-me de ti

E regressar ao passado

Pra depois reaparecer

Livre do que já vivi.

===0===

És bonita só por fora.

Por dentro és muito feia…

Encantas quem te namora

Com teus gestos de sereia.

Nas acções és muito má,

Não te importas de quem vá

Infeliz daqui embora

Nem te comove essa ideia.

===0===

Se quem colhe o que semeia

Seja ao almoço ou à ceia

Há-de comê-lo um dia.

E não é com melodia

De encantar os passarinhos

Que o tempo remedeia.

Quem não fez o que devia

Não pode esperar miminhos…

===0===

E quando fores já velhinha

Sem o fulgor doutros tempos

Vais ver que “aquela rainha”

Que espalhava pelos ventos

O perfume dum sorriso

Julgando que o paraíso

Nunca mais acabaria,

Vai ser a desgraçadinha

Que mesmo com seus lamentos

- Porque não teve juízo –

Está a colher o que merecia!

 

5 comentários:

  1. Continuo a achar que está aí um grande poeta desaproveitado!

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  2. Gostei amigo Veloso.
    Muita saúde para poder escrever mais destas ou percidas.
    Forte abraço

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  3. Tua bela poesia saloia
    Amigo Albertino Veloso, li
    Dos políticos não vem coisa boa
    Por ser verdade a dizê-lo estou aqui.

    É tão bela a liberdade
    Pelos políticos, agora não respeitada
    Governam sem personalidade
    Com as leis da trapalhada.

    Em Belém, aprovadas
    À revelia e à sorte
    Por mentes desesperadas
    Empurrando o povo para a morte.

    Andei à procura do mote
    Para responder à sua poesia
    A olhar para o norte
    Em São Bento, vive a maioria.

    Já cheira a eleições
    Falam os barões do governo
    Sempre os mesmos aldrabões
    Para continuarem no poleiro
    Baixar impostos, a pensar nos milhões.

    Até aqui não haviam almofadas
    Só haviam travessões
    Nestas difíceis caminhadas
    Continuaremos aos trambolhões.

    Este governo cabeçudo
    Mais teimoso do que uma porta
    É de todos o mais casmurro
    Para a rua sem demora!

    Bom fim de semana e um abraço
    para você, amigo Albertino Veloso.
    Eduardo.

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  4. Gostei, como aliás tem acontecido sempre que aqui nos vai presenteando com textos fabulosos, que tenha muita saúde para nos continuar a oferecer estas delicias.
    Um abraço
    Virgílio

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  5. Gosto de poesia, leio poesia, mas não penso nela para a escrita, embora saiba que é um dos exercícios cerebrais, fundamentais para uma mente ativa! Continue amigo Veloso.
    Cá vai o meu abraço

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