segunda-feira, 27 de maio de 2013

A ARTE DE ESCREVER


 ARTES E LETRAS E LETRAS COM ARTE –

              ESCREVER & ESCREVINHAR

 

      Do alto da minha insignificância literária permito-me dizer que o bom escritor não tem de ser aquele que domina na perfeição a Língua em que escreve. Para mim o escritor ideal será sempre aquele que do universo da sua imaginação (âmbito da ficção) ou fundamentado em suportes reais (histórias verídicas) retira as melhores ideias e as reúne, ordena e constrói um discurso interessante do ponto de vista recreativo, cultural e pedagógico. Pode compor um texto aqui e além salpicado de erros ortográficos e ou gramaticais (e isso poderá acontecer e acontece muitas vezes por mera distracção) que não verá o valor intrínseco da sua obra ser amesquinhado. Porém pode, pelo contrário, o trabalho obedecer a um perfeito domínio da Língua e não despertar o menor apreço pela leitura se as ideias forem escassas e monotonamente repetidas, os termos repisados, tudo a tornar-se numa ementa literária insípida e enfadonha.

      Aparecem de tempos a tempos por aí uns pseudo-escritores e outros candidatos a tais que deixam, numa primeira análise dos seus escritos, uma sensação de frustração (ia dizer burla…) pelo dinheiro investido e o tempo gasto, tal a pobreza publicada! A história até poderá entusiasmar se bem contada, mas… por quem tiver arte para a contar.

      O bom escritor não é aquele que tem por detrás dele uma bem montada máquina publicitária para fazer escoar livros não raro de qualidade a rondar a mediocridade para fazer dinheiro, mas o que sabe realmente escrever, narrar histórias com simplicidade, despertar o entusiasmo pela leitura, ainda que se mantenha ferrenhamente enclausurado no anonimato.

      Escritores conhecidos mundialmente?... Não gosto da maior parte. Nem dum Prémio Nobel da Literatura de nome José Saramago. Tenho algumas obras dele. Comecei-as todas e não terminei nenhuma; ou melhor: terminei antes de chegar ao fim… Se aquilo é Literatura eu sou o rei das Berlengas! Claro que o defeito deve ser só meu por desvalorizar o que muitos sublimam. Mas esse é um direito que tenho: gostar do que gosto e jurar fidelidade à minha eterna ignorância.

 

      Como sempre tenho dito, mantenho-me leal à grafia antiga.

6 comentários:

  1. Até que enfim encontro alguém com quem partilhar o meu desamor ao Saramago!

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  2. Não são os únicos... lêr Saramago é um pesadêlo!

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  3. Ora cá vai o desmancha prazeres dizer de sua justiça, mas em primeiro lugar dizer que concordo com o texto que aqui nos deixa, como aliás tem acontecido sempre que o leio, mas em relação á escrita do Saramago tenho que dizer que dois dos seus livros me entusiasmaram, (eu que sou um leitor medíocre), foram o Memorial do Convento e Todas as Letras.
    Um abraço
    Virgílio

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  4. Eu comecei uns três, mas no máximo cheguei à página 30 da Jangada de Pedra e á página 20 do Evangelho segundo Jesus Cristo.

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  5. Sim... Também comecei a lêr o Evangelho Segundo JC e ainda História do Cerco de Lisboa, comprados na Feira do Livro... mas francamente para mim que não tenho título académicos de grande valia, a leitura tornou-se-me pesada e sem grande interesse... pior ainda que a Peregrinação do Fernão Mendes pinto, mas pelo menos aí a culpa foi minha... comprei a edição em Português antigo. Fazendo-me lembrar uma visita ao Prado e a um outro do outro lado da Rua (reyna Sofia qualquer coisa)... Há lá quadros que não dava um tostão... Hehehe!

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  6. Não vim para falar de Saramago
    Venho cumprimentar amigo Albertino Veloso
    Não gosto de coisas com sabor amargo
    Mas fiquem sabendo que não sou guloso.
    Coisas enfadonhas
    De literatura complicada
    Não entendo, para mim são estranhas
    Gosto mais da escrita bem explicada.

    Boa segunda-feira, um abraço
    para você, amigo Albertino Veloso
    Inté dia 9.

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