quarta-feira, 15 de maio de 2013

ANEDOTAS (cont.)


      A “Gilberta do Outeiro”, filha de pais humildes e dotada de invulgar beleza, vai servir para a cidade. Um ano decorrido volta à aldeia e deixa toda a gente embasbacada ao ver tanta riqueza exibida: um carro de luxo, vestidos e sapatos da última moda, casaco de peles, penteado, malas, tudo que identifica pessoas abastadas. Até o modo de falar já era diferente.

       Como á hábito nos meios pequenos em que todos se conhecem, a partida ou chegada de alguém suscita sempre algumas perguntas e comentários. E assim aconteceu nos cumprimentos de chegada: - Atão, Gilberta, como vens bonita da cidade, estás a ver? se aqui continuasses não saias da pelintrice… Diz lá como é que em tão pouco tempo conseguiste isso tudo que trazes vestido? – Bem, isto é só para quem PODE muito (foi a resposta lacónica). E esse carrão, deve ser caríssimo… - Pois é, mas isto é só para quem PODE muito…

      Ao lado estava um grupo de velhas coscuvilheiras que não perdiam pitada da conversa da nova-rica e iam ferrando as suas alfinetadas: - Estão a ouvir aquela peneirenta?... Saiu daqui com uma mão à frente e outra atrás e agora aparece rica e a falar diferente de nós… Já ouviram ela, toda vaidosa, a dizer “isto é só para quem PODE muito”? Agora até troca o F pelo P – diz uma delas.

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(Previno as almas mais púdicas de que não devem ler a anedota que se segue, pois poderão considera-la imprópria para gente de fina educação). Dois amigos reencontram-se passados alguns anos depois de se terem separado. Seguem-se os cumprimentos da praxe e… Eh, pá, como tu estás, com um aspecto porreiro, vê-se que a vida te corre bem enquanto eu continuo por aqui na miséria… diz lá o que é que fazes. – Ó Zé, é simples: e

1 comentário:

  1. Acabei de ler
    Esta história bem contada
    Por quem a soube escrever
    De família humilde bem dotada
    A bela moça referente ser.
    Em tão pouco tempo
    Aprendeu bem a lição
    Esperta fez invento
    Pelo sim pelo não
    Em vez do F, usou o P
    Mas foi com o F, que ganhou a carrão.
    Amigo Albertino Veloso
    Boa noite, venho aqui
    Já depois do sol posto
    Sua visita agradecer
    Gostei do que vi e li.
    Todo o cuidado é pouco
    Quando toca a político
    O Portas não é louco
    À procura de abrigo
    Aos reformados pede apoio
    A gente sabe, que o mal já fez
    Que não diz duas coisas ao mesmo tempo
    Mas diz uma de cada vez
    Usando novo argumento!
    Bom fim de semana,
    um abraço.
    Eduardo.

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