A “Gilberta do Outeiro”, filha de pais
humildes e dotada de invulgar beleza, vai servir para a cidade. Um ano
decorrido volta à aldeia e deixa toda a gente embasbacada ao ver tanta riqueza
exibida: um carro de luxo, vestidos e sapatos da última moda, casaco de peles,
penteado, malas, tudo que identifica pessoas abastadas. Até o modo de falar já
era diferente.
Como á hábito nos meios pequenos em que todos
se conhecem, a partida ou chegada de alguém suscita sempre algumas perguntas e
comentários. E assim aconteceu nos cumprimentos de chegada: - Atão, Gilberta, como
vens bonita da cidade, estás a ver? se aqui continuasses não saias da
pelintrice… Diz lá como é que em tão pouco tempo conseguiste isso tudo que
trazes vestido? – Bem, isto é só para quem PODE muito (foi a resposta
lacónica). E esse carrão, deve ser caríssimo… - Pois é, mas isto é só para quem
PODE muito…
Ao lado estava um grupo de velhas coscuvilheiras
que não perdiam pitada da conversa da nova-rica e iam ferrando as suas
alfinetadas: - Estão a ouvir aquela peneirenta?... Saiu daqui com uma mão à
frente e outra atrás e agora aparece rica e a falar diferente de nós… Já
ouviram ela, toda vaidosa, a dizer “isto é só para quem PODE muito”? Agora até
troca o F pelo P – diz uma delas.
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(Previno as almas mais púdicas de que não devem ler a
anedota que se segue, pois poderão considera-la imprópria para gente de fina
educação). Dois amigos reencontram-se passados alguns anos depois de se terem
separado. Seguem-se os cumprimentos da praxe e… Eh, pá, como tu estás, com um
aspecto porreiro, vê-se que a vida te corre bem enquanto eu continuo por aqui
na miséria… diz lá o que é que fazes. – Ó Zé, é simples: e
Acabei de ler
ResponderEliminarEsta história bem contada
Por quem a soube escrever
De família humilde bem dotada
A bela moça referente ser.
Em tão pouco tempo
Aprendeu bem a lição
Esperta fez invento
Pelo sim pelo não
Em vez do F, usou o P
Mas foi com o F, que ganhou a carrão.
Amigo Albertino Veloso
Boa noite, venho aqui
Já depois do sol posto
Sua visita agradecer
Gostei do que vi e li.
Todo o cuidado é pouco
Quando toca a político
O Portas não é louco
À procura de abrigo
Aos reformados pede apoio
A gente sabe, que o mal já fez
Que não diz duas coisas ao mesmo tempo
Mas diz uma de cada vez
Usando novo argumento!
Bom fim de semana,
um abraço.
Eduardo.