(Previno
as almas mais púdicas de que não devem ler a anedota que se segue, pois poderão
considera-la imprópria para gente de fina educação). Dois amigos reencontram-se
passados alguns anos depois de se terem separado. Seguem-se os cumprimentos da
praxe e… Eh, pá, como tu estás, com um aspecto porreiro, vê-se que a vida te
corre bem enquanto eu continuo por aqui na miséria… diz lá o que é que fazes. –
Ó Zé, é simples: eu agora governo-me a adivinhar. – Estás a gozar comigo? –
Não, é verdade. Queres uma demonstração?... Olha aquela pomba no ar e o
milhafre que vem além. Daqui a pouco o milhafre apanha a pomba (e de facto
assim aconteceu). Queres mais?... Aquele bêbedo que ali vai, dentro de pouco
tempo estende-se pelo chão fora (e mais uma vez foi verdade). O Zé, aparvalhado
com o que acaba de ver, pergunta ao amigo: como é que consegues isso? – Bem, é
um segredo, mas a ti posso revelá-lo: lavo-me com sabonete LUX, que tem poderes
mágicos. Vou dar-te este, vai para casa, lava-te e treina.
Em casa lavou-se e veio para a rua
treinar… “oi, vem ali aquela velha que vai ser já atropelada por este gajo que
vai aqui de bicicleta” (não aconteceu nada). Numa segunda tentativa… “Aquele
borracho ali no jardim, que se esquiva sempre que lhe apareço, hoje vai cair”.
O resultado não foi o esperado. Em vez
disso a moça, farta das insistências dele, enfiou-lhe um estalo no focinho. Desiludido,
foi ao encontro do amigo: eh pá, vai prò caraças mais o sabonete e as adivinhas…
não deu resultado nenhum e ainda por cima… olha este olho inchado… - Não, não pode ser! Tu lavaste-te foi mal.
Vamos fazer isso juntos a minha casa.
Ambos nus na banheira, diz o adivinho para o
outro: - Vá, prepara-te que eu lavo-te as costas que é a parte mais difícil.
E começou a esfregar, a esfregar, a
esfregar, por ali abaixo… e a encostar-se ao amigo que, ao sentir “qualquer
coisa dura” que nada tinha a ver com sabonete, dá um berro: que é que tu queres
pá?... não me digas que me queres vir ao cu!
O amigo, triunfante, põe-lhe as mãos nos
quadris e diz-lhe suavemente: estás a ver, estás a ver?... já estás a começar a
adivinhar!
Era mesmo destas anedotas que eu estava a precisar, pessimista como sou, e o meu Clube a precisar que alguém lhe lavasse as traseiras como o tal sabonete a ver se aproavam a porto seguro, assim é só meter água.
ResponderEliminarUm abraço
Virgílio
Este é que é o verdadeiro amigo da onça! Livra!
ResponderEliminarCom o olho inchado
ResponderEliminarPor causa do sabonete
Pelo amigo ia sendo enrabado
Afinal não era vidente!