QUEIXINHAS DE VELHO RABUGENTO
Para aqui num canto sozinho
A lembrar-me do passado
Num Natal sem um carinho
Ai de mim que estou lixado…
Trabalhei uma vida inteira.
Mas talvez nem sempre bem…
…Se calhar, foi sempre mal.
Hoje ao calor desta lareira
Penso muito mais pr’além…
Julgo qu’é por ser Natal.
Construí uma família,
Hoje, estou sem ninguém!
Estou para aqui de vigília,
Vendo se aparece alguém.
Tenho filhas e tenho netos
Todos eles me convidaram
Para a Ceia de Natal.
Mas por quê eu, afinal
Que sofro dos joanetes
Tenho qu’ir pr’aonde “mandaram”?
Se houvesse mais sentimentos
Pelos que estão no fim da vida,
Muitos, muitos sofrimentos
Jamais teriam guarida.
Os novos a velhos chegam,
Pensem nisso seriamente.
Se não lançam a semente
Para colherem bons frutos,
Vão encontrar outros brutos
Que também não os aconchegam.
“Inventem” felicidade para vocês e para os outros, pelo menos nesta
quadra festiva (festiva para alguns).
Você aí nesse cantinho
ResponderEliminarSerá que de mim está lembrado
Pior do que o velhinho
O ano novo, chega esfarrapado!
Mas não se sinta sozinho
Este ano está quase acabado
Também vou fica mais velhinho
Mas não cheguei adiantado?
Tantos já lá vão
Ninguém me mandou ser apressado
Receba um abraço e um aperto de mão
Aqui do amigo Eduardo!
Feliz ano novo, e tudo de bom desejo, para você e sua família.
Um abraço
Eduardo.
Na vida de um Marujo/Tudo passa/E a tudo se acha graça/Até à própria desgraça.
ResponderEliminarHappy New Year!
Lindos versos e com profundo significado.
ResponderEliminarHoje passei por aqui de novo e estranhei não ver o meu comentário. Pois estava bem convencido que aqui o tinha deixado, mas pelos vistos a constipação acabou por torvar-me as ideias e estava enganado. Felizmente ela vai recuando e muito em breve espero vê-la pelas costas.
Boas Entradas!
Hó amigo Veloso, desconhecia esta sua parte poética!
ResponderEliminarNão se sinta assim sozinho
É caminho que temos de trilhar
Linda idade e belo caminho
Algumas vezes a lutar
Embora atrasado aqui estou
Também para o abraçar.