segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

CAÇADA AOS PARASITAS


                                  CAÇADA AOS PARASITAS

      Já que o nosso amigo Carlos (Tintinaine) me lançou o desafio, agora que me ature, pois que as balas que eu tenho para disparar as vou pondo cá para fora em atenção a ele. Bem, convém deixar aqui um parêntesis para dizer que eu tenho absoluta liberdade para me exprimir da forma que me apetecer (que pode ser em forma de pseudo poesia e sem beliscar a honra seja de quem for) e ele, Carlos, tem toda a legitimidade para me mandar dar “volta à conversa” e ir rimar para outro lado. Enquanto ele se mantiver calado falo eu e para começar aí vai disto:

 

Anda pulga no meu colchão,

Sai daí pulga atrevida!

Só à custa de canhão

É qu’eu te tirava a vida.

 

Vá eu p’ra onde for

Não me largas, queres é sugar…

Não me deixas descansar

Arre, porra, que estupor!!!

 

Tomaste o gosto e agora

Quando queres já não hesitas.

Sai daí pulga, vai-te embora!

Estou farto de parasitas.

            ====oOo===

Coelho à solta é perigoso,

Fechado, só com firmes Portas

À caçador é que sabe bem,

Se aromático e apetitoso.

Gosta de andar pelas hortas

Mas foge se ouve alguém…

 

Covarde e fugidio.

É só ele e mais ninguém

Enquanto o pau vai e vem

Vai-nos comendo as couves.

Tem o instinto bravio

Gostas dele mas não o louves.

 

Estou roubado e agora velho,

Que fazer? É ir sem demora,

“Gaspar-me” daqui para fora

Montado naquele  escaravelho.

              ===oOo===

      E agora, para fechar, esta é para mim, que também tenho direito:

 

Quem te disse qu’eras poeta

Bem te fodeu e agora

Pira-te daqui para fora

Sem perda de tempo ó pateta!

 

2 comentários:

  1. Muito bem, e por falar em caça, o tiro foi certeiro.
    Cumprimentos.

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  2. Passou no teste com distinção!
    Pode continuar que eu cá estarei para lhe dar ânimo quando sentir que se está a ir abaixo das canetas.
    Um abraço!

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